22 de novembro de 2017 - Categoria: Blog

A consciência sustentável – como lidamos com nossos objetivos

Objetivos Pessoais x Objetivos Profissionais

É possivel ter equilíbrio?

Tenho visto ao longo da minha trajetória profissional, muitos profissionais sacrificarem seus sonhos, seus objetivos pessoais em detrimento dos desafios empresariais cada vez mais audazes.

Mas será que essa relação é ganha-ganha? Você já se perguntou se de fato o que você tem feito é motivo de satisfação? A satisfação que você tem no trabalho acarreta na sua satifação pessoal hoje? Sua motivação é só financeira? Que implicações você vê no seu futuro em função do que você faz hoje? Qual será o seu legado?

Tenho me perguntado isso constantemente nos últimos tempos e compartilho nesse artigo algumas reflexões:

Futuro

O futuro é algo intangível mas que está mais presente do que nunca em nossas vidas.

Parar de vez em quando e refletir se o que está sendo vivido, feito, traz a paz de espirito necessária para promover tranquilidade hoje e esperança no amanhã, é fundamental para o equilibrio. Ter e gerir os próprios objetivos pessoais, aqueles que nos colocam perto da emoção e fortalecem o nosso ser, nos dão a oportunidade de ter a nossa vida nas próprias mãos.

Mas há também os objetivos profissionais, aqueles que são fonte da nossa renda e são motivo do nosso próprio orgulho, quando atingimos uma meta por meio do nosso esforço, capacidade e conhecimento, e de alguma maneira somos recompensados por isso, seja financeiramente ou pelo valor que geramos.

Os objetivos profissionais nos dão a oportunidade de contribuir, mesmo que numa pequena fração, para um mundo melhor, além de também financiar nossos sonhos.

A definição de objetivos pessoais e
profissionais em harmonia no presente,
garantem felicidade e sucesso no amanhã.

Presente

Recentemente assisti um video falando sobre “Detachment” (ou “Desapego”). Refleti sobre as reais razões por que o ser humano trabalha e qual o impacto disso na vida.

Se temos objetivos pessoais que precisam de investimento para sua realização, obrigatoriamente é preciso se dedicar a realizar algo, trabalhar, cumprir objetivos profissionais, venham eles de outras empresas ou da nossa própria, porque precisamos de renda.

Cabe ressaltar que quanto mais ousados forem os objetivos pessoais, tanto maiores deverão ser os profissionais para poder financiá-los. O que desapego tem com isso?

A consciência sobre o consumo e o poder.

Quanto maior o consumo, sem a perspectiva de retorno sobre o investimento (quali ou quanti), tem-se apenas despesa e acúmulo de coisas. Nesse caso, tanto menor será a renda disponivel para investir no amanhã, nos nossos sonhos.

Não havendo consciência sobre o que se consome, há o desequilibrio e como resultado vem a frustração:

“Estou ganhando pouco”

“Meu trabalho não tem me dado o retorno que gostaria.”

A atitude de posicionar-se nessa circunstância é do profissional, porque nenhuma empresa, seja ela empregadora ou cliente é responsável sobre como seus colaboradores ou fornecedores, respectivamente, dirigem sua vida pessoal.

Desapegar do que não interessa para alcançar objetivos ajuda a contribuir em favor de si próprio, de forma consciente, planejada e indolor.

Caso contrário, a satisfação deixa de existir e o stress passa a ser a bola da vez…

Quanto maior a necessidade de consumo, do ter, maior será a presença do poder ter e controlar.

Nascem aí as disputas, rivalidades, conflitos entre as pessoas que querem ocupar o mesmo espaço.

Desapegar não tem a ver só com o consumo, seja ele de qualquer natureza, tem a ver também com a cobiça e a ambição exacerbada. Desapegar-se deles contribui para a ação de expandir-se e crescer na nova economia colaborativa.

A oportunidade nasce para todos. A clareza que cada individuo tem dessa relação entre os objetivos pessoais e profissionais, colabora para o estabelecimento mais ágil de uma sociedade mais educada, com transparência, autonomia e responsabilidade.

Trabalhar sem ter a clareza dos objetivos profissionais é um desafio, aliar sua vida profissional à pessoal nessas circunstâncias é uma utopia, porque no final das contas um deles terá que ser priorizado. E nessas condições não será ganha-ganha.

O futuro é incerto, mas pode ser planejado no hoje com um mínimo de esforço.

Comecemos pelo consumo consciente através da consciência sustentável, praticando o desapego do consumo e do poder.

Culpar os outros pelas nossas falhas de hoje é fácil. Difícil vai ser chegar lá na frente e não ter a quem culpar a não ser a si mesmo!

Não há que se transferir para as empresas ou a nossos clientes a responsabilidade sobre como escolhemos nos posicionar.

Nós estabelecemos a relação que mantemos com a vida!

Que seja de forma sustentável, tanto quanto as empresas e nossos clientes também buscam ser!

A coisa mais indispensável a um homem é
reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio
conhecimento. (Platão)

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